Amazon continua a vender produtos racistas e nazis, diz relatório

Investigadores alertam a plataforma para a necessidade de tomar medidas que vão contra a disseminação de ideologias violentas

Soldados nazis, bodys com uma cruz em chamas, pendentes com a cruz suástica, mochilas com desenhos supremacistas. Estes são alguns dos produtos à venda no site Amazon, que fazem parte de um relatório de duas organizações que lutam pela inclusão social. Apesar dos protestos anteriores sobre o mesmo tema, a publicação diz que a plataforma continua a vender produtos racistas, nazis e supremacistas.

O relatório, intitulado "Entregado ódio: Como as plataformas da Amazon são usadas para distribuir supremacia branca, anti-semitismo e islamofobia", foi elaborado por investigadores do US Action Centre on Race & the Economy e do Partnership for Working Families. Estes consideram que, ao divulgar imagens extremistas, a Amazon está a celebrar ideologias que promovem o ódio e a violência.

Em causa estão peças de roupa, acessórios, malas, livros, bandeiras. Muitos dos produtos dirigidos a crianças.

Embora a Amazon diga que não aceita itens que promovam ódio, violência ou discriminação sexual, racial ou religiosa, esta não é a primeira vez que produtos semelhantes são encontrados à venda na plataforma.

"Num momento em que os grupos de ódio e a violência racista estão em ascensão, o fracasso da Amazon em efetivamente impedir organizações de ódio do uso das suas plataformas para disseminar ideologias violentas é uma escolha perigosa ", lê-se nas conclusões do relatório.

Na opinião dos autores, a Amazon deve tomar uma posição pública contra os referidos movimentos e deixar de lucrar com o ódio e a violência. Sugerem, por isso, que existam mecanismos de fiscalização transparentes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.