Amal Clooney defensora oficial da liberdade de imprensa

Advogada conhecida por grandes causas e pela defesa dos direitos humanos foi nomeada pelo governo britânico.

A advogada dos Direitos Humanos Amal Clooney foi nomeada enviada especial do governo para a liberdade de imprensa, anunciou o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.

Amal Clooney e o secretário das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, vão trabalhar para "contrariar as leis draconianas que impedem os jornalistas de realizar o seu trabalho".

Hunt disse que a violência contra os repórteres atingiu "níveis alarmantes globalmente" - no ano passado, em todo o mundo, 99 repórteres foram assassinados, 348 detidos e 60 feitos reféns.

"Através do trabalho jurídico que tenho realizado em defesa de jornalistas, pude ver em primeira mão como os repórteres são alvejados e detidos num esforço para silenciá-los e impedir uma imprensa livre", acrescentou a Clooney, que não será paga por este trabalho.

A advogada britânica-libanesa, de 41 anos, mulher de George Clooney, conhecida por defender processos sobre direitos humanos com grande repercussão, integrou o ano passado a equipa jurídica que defendeu dois jornalistas da Reuters detidos em Myanmar.

Já em dois 2015, trabalhou com vista à libertação de dois jornalistas da Al Jazeera detidos no Egito.

Mulher e jurista de causas, Amal Clooney representou igualmente Nadia Murad, a jovem yazidi que foi capturada e torturada pelo Estado Islâmico e que em 2018 venceu o Prémio Nobel da Paz.

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