Alexis Tsipras visita cidade de Mati, uma semana depois dos incêndios

O primeiro-ministro grego vai pela primeira vez à área afetada pelos incêndios que mataram 91 pessoas

Alexis Tspiras visita esta segunda-feira a aldeia costeira de Mati, a mais afetada pelos incêndios da semana passada na Grécia. Esta é a primeira visita do primeiro-ministro grego à área onde morreram 91 pessoas.

Os incêndios começaram na segunda-feira passada nesta aldeia costeira, a 30 quilómetros de Atenas. Neste momento, ainda há 25 pessoas desaparecidas e 28 corpos por identificar, segundo os dados dos bombeiros.

Alexis Tsipras assumiu a responsabilidade política pelo desastre e prometeu uma série de alterações, incluindo a limitação da construção ilegal e aleatória, que terá sido uma das agravantes no alastrar do incêndio.

No entanto, a oposição tem criticado o chefe de governo grego pela forma como tem lidado com esta crise e não ter ainda parecido em público junto das vítimas. Depois de três dias sem aparecer em público, Alexis Tsipras esteve na sexta-feira, à noite, numa visita de menos de uma hora aos bombeiros, soldados e residentes locais.

Foi anunciada uma concentração junto ao parlamento grego, onde se vão acender velas em memória das vítimas, esta segunda-feira à noite.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.