Alemanha quer acelerar expulsões de imigrantes

Chanceler discute esta quinta-feira com representantes dos estados regionais um plano de 16 medidas

A Alemanha, que recebeu mais de um milhão de imigrantes desde 2015, quer acelerar as deportações dos requerentes de asilo rejeitados, através de uma série de medidas que serão hoje debatidas entre os políticos alemães.

A chanceler Angela Merkel, criticada no seu campo político por ter aberto o país para mais de um milhão de imigrantes entre 2015 e 2016, deve discutir hoje à noite com representantes dos estados regionais um plano de 16 medidas para aumentar o número de expulsões.

O ministro do Interior, Thomas Maizière, declarou hoje que haverá "esforços conjuntos" do Governo e dos estados regionais, sendo que os últimos são os responsáveis efetivamente pelas expulsões.

"Devemos fazer mais em relação às deportações e às expulsões, visto que os pedidos rejeitados aumentaram", insistiu o ministro, em declarações à televisão alemã, assegurando que também aumentou o número de requerentes autorizados a ficar na Alemanha.

Entre as medidas a serem debatidas estão a criação de um "centro de expulsão" para coordenar a ação do Governo federal e dos estados regionais e novos incentivos financeiros para encorajar os imigrantes a voltarem para casa voluntariamente. As autoridades deverão igualmente passar a ter acesso aos telemóveis e cartões SIM dos requerentes de asilo, para fazer verificação de identidades.

Os países do Magrebe são especialmente visados nestas medidas, em particular a Tunísia.

O Governo de Angela Merkel também está a ser confrontado com uma oposição crescente dos estados regionais em expulsar os afegãos, devido ao recrudescimento dos combates naquele país.

Cinco dos 16 estados decidiram suspender as expulsões para o Afeganistão, segundo a imprensa alemã.

Em 2016, 80.000 pessoas foram expulsas da Alemanha ou deixaram o país voluntariamente, contra 50.000 no ano anterior.

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