Al Qaeda reivindica ataque contra quartel da força G5 Sahel

Este é o primeiro ataque contra o G5, uma força militar conjunta composta pelo Mali, Níger, Mauritânia, Burkina Faso e Chade, que visa lutar contra o terrorismo jihadista

O grupo jihadista Nusrat reivindicou a responsabilidade pelo ataque armado contra o quartel-general da força militar G5 do Sahel no centro de Mali, que matou pelo menos seis pessoas.

As fortes explosões ocorreram no bairro administrativo de Sévaré, perto da cidade de Mopti, no centro do país.

Às explosões iniciais seguiu-se um tiroteio com armas automáticas, que forçou os residentes da área a permanecerem fechados em casa durante várias horas à espera do fim do conflito.

Este é o primeiro ataque contra o G5, uma força militar conjunta composta pelo Mali, Níger, Mauritânia, Burkina Faso e Chade, que visa lutar contra o terrorismo jihadista e, depois de atravessar uma fase embrionária, começou a aumentar a sua atividade nos últimos meses.

Este ataque surge quatro dias após uma reunião entre os líderes do G5 e o presidente francês Emmanuel Macron no contexto dos preparativos para a Cimeira da União Africana.

No dia 28 de junho a Organização das Nações Unidas (ONU) estendeu durante mais um ano o mandato da Minusma, que conta com 15.000 efetivos militares e polícias, na missão de paz da ONU com maior taxa de mortalidade.

Para lutar com mais eficácia contra os grupos 'jihadistas' presentes nas suas fronteiras, os Estados da região (Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Níger e Chade) formaram o G5 Sahel, que depois da sua fase inicial tinha começado a aumentar a sua atividade nos últimos meses.

Entre março e abril de 2012, o norte do Mali caiu nas mãos de grupos extremistas com ligações à rede terrorista Al-Qaeda. A progressão no terreno destes grupos extremistas tem sido travada por uma operação militar internacional que foi lançada em janeiro de 2013, por iniciativa de França.

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