Águias da polícia treinadas para caçar drones

Autoridades holandesas realçam que número de incidentes com aparelhos voadores não tripulados está a aumentar.

A polícia holandesa está a treinar águias para intercetar 'drones' ou aviões não tripulados que possam gerar incidentes de segurança ou serem usados por criminosos e terroristas.

Esta iniciativa está a ser desenvolvida em colaboração com a agência antiterrorista e os Ministérios da Justiça e Defesa do país.

A polícia referiu num comunicado que no futuro esses aparelhos serão utilizados cada vez mais, aumentando também o número de incidentes.

Os 'drones' também podem ser usados para fins criminosos, de acordo com a polícia holandesa.

A iniciativa, qualificada pela polícia como "pioneira no mundo", pretende preparar as aves para que possam abater os 'drones', sem que haja qualquer impacto ambiental.

Esta iniciativa ainda está em período de testes, mas, segundo o porta-voz do projeto, Marc Wiebes, há "possibilidades muito reais" de que se acabe por utilizar águias para intercetar drones de criminosos.

"Qualquer pessoa pode ter um 'drone' e isto inclui pessoas que queiram dar-lhe um mau uso", declarou o porta-voz da polícia, Michel Baeten.

As águias identificam os 'drones' como uma presa, agarram-nos e colocam-nos num lugar onde não haja outras aves ou seres humanos, declarou a polícia holandesa no comunicado.

Além dos pássaros, as forças de segurança da Holanda trabalham no uso de sistemas eletrónicos avançados para poderem tomar o controlo de um 'drone' remotamente e na programação de um avião não tripulado capaz de abater um aparelho inimigo, de acordo com a nota.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?