Advogado de Trump ameaça Steve Bannon com ação judicial por difamação

Bannon, antigo conselheiro de Trump, diz que reunião do filho do presidente com os russos foi "traição" e fez revelações sobre a Casa Branca num livro que será publicado na próxima semana

Um dos advogados do presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje Steve Bannon com uma ação judicial por o antigo conselheiro da Casa Branca ter feito, num livro de um jornalista, "declarações disparatadas" e, por vezes, "totalmente difamatórias".

Charles Harder disse ter enviado uma carta a Bannon em que o acusa de ter "violado os acordos de confidencialidade" ao falar com o jornalista Michael Wolff para o livro, exigindo ainda ao antigo colaborador da Casa Branca que "pare e desista" de revelar mais informações confidenciais.

O novo livro do jornalista e escritor Michael Wolff narra uma série de revelações explosivas sobre o presidente norte-americano, numa das quais refere que Trump nunca acreditou que iria ganhar a corrida presidencial em 2016.

Num excerto do livro "Fire and Fury: Inside the Trump White House" ("Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump"), publicado quarta-feira na revista New York, refere que Trump acreditava que a sua nomeação iria impulsionar a marca que detém e que lhe abriria as portas para "muitas oportunidades".

Noutro excerto, publicado pelo The Guardian, refere que Bannon descreveu no livro uma reunião entre o filho do Presidente norte-americano, Donald Trump Junior, responsáveis da campanha eleitoral do então candidato e "um grupo de advogados russo", realizado na Trump Tower em junho de 2016, como "um ato de traição" e "antipatriótica".

Bannon ainda não respondeu às declarações do advogado de Trump sobre uma história revelada inicialmente pela cadeia de televisão norte-americana ABC News.

Quarta-feira, Trump disse que Bannon "perdeu o juízo" com as revelações no livro que será apresentado na próxima semana, que também apresenta uma Casa Branca "caótica" e classifica o Presidente norte-americano como "imaturo".

"Quando foi despedido, não perdeu só o seu emprego, perdeu o juízo", asseverou Trump em comunicado, acrescentando que Bannon "nada tem a ver" com o Presidente dos Estados Unidos "ou com a Presidência".

Trump acusou o ex-conselheiro de ter passado o tempo na Casa Branca a "transmitir informações aos media para se fazer mais do que era" e sublinhou Bannon "não representa a base eleitoral, apenas procura o seu próprio interesse".

O livro de Michael Wolff é resultado de mais de 200 entrevistas, incluindo as conversações entre Trump e responsáveis da Casa Branca.

O 'staff' de Trump está no centro de um inquérito aberto pelo procurador especial Robert Mueller sobre um possível conluio com a Rússia com vista a influenciar a eleição presidencial de novembro de 2016 em benefício do candidato republicano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.