ACNUR confia que líderes colombianos não vão desistir da paz

Filippo Grandi afirmou que o processo de paz em curso na Colômbia torna mais viável e próxima uma solução para os cerca de 7,5 milhões de pessoas forçadas a sair das suas casas

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) manifestou-se esta segunda-feira confiante em como os líderes da Colômbia não vão desistir após o triunfo do "não" no plebiscito sobre o acordo de paz com as FARC.

"Apesar do retrocesso de ontem [domingo], as negociações de paz na Colômbia puseram o país muito mais perto do fim de um dos mais antigos conflitos mundiais", disse Filippo Grandi.

O Alto-Comissário falava no discurso de inauguração do Comité Executivo do ACNUR, que durante décadas trabalhou na Colômbia na questão dos deslocados e refugiados causados pelos 52 anos de violência entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e as forças governamentais.

Grandi considerou que o processo de paz em curso na Colômbia também torna mais viável e próxima uma solução para os cerca de 7,5 milhões de pessoas forçadas a sair de suas casas, incluindo para fora do país.

A representação do ACNUR na Colômbia apoiou os termos do acordo de paz, que considerou "um dos mais amplos e integrais" alguma vez que formulados e destacou que na sua elaboração participaram ativamente as vítimas do conflito.

No domingo, a opção do "não" venceu o "sim" com 50,21% dos 12,8 milhões de votos válidos. O resultado surpreendeu a maioria dos observadores e contrariou quase todas as sondagens que antecederam a votação.

O governo do presidente Juan Manuel Santos reenviou os seus representantes à capital cubana, Havana, para retomar os contactos os delegados das FARC e renegociar o acordo.

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