Presidente do grupo chinês HNA, acionista da TAP, morreu após queda de 15 metros em França

Wang Jian morreu após uma queda de 15 metros durante uma viagem de negócios a França. Tinha 57 anos

Wang Jian, presidente e cofundador do grupo chinês HNA, acionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway, morreu após uma queda, durante uma viagem de negócios a França, divulgou esta quarta-feira a empresa.

"Lamentamos a perda de um líder e modelo excecionalmente talentoso, cuja visão e valores continuarão a ser um farol para todos que tiveram a sorte de o conhecer, bem como para aqueles com quem se cruzou no trabalho e na filantropia", lê-se no comunicado do grupo HNA.

De acordo com a Reuters, Wang Jian estava com um grupo de turistas a visitar Bonnieux, em Provence, no sul de França. Estava a tentar tirar uma fotografia quando caiu de um parapeito, confirmou a polícia francesa.

O chefe de polícia local, Hubert Meriaux, disse que Jian caiu de uma altura de 15 metros. "O relato das testemunhas apontam para um acidente" , disse à Reuters.

O empresário de 57 anos foi uma das figuras-chave na expansão do HNA, um dos maiores grupos privados chineses e um dos principais visados das advertências das autoridades chinesas sobre "investimentos irracionais" no estrangeiro, que podem "acarretar riscos" para o sistema financeiro do país.

Em Portugal, a empresa tem uma participação na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45% da TAP.

Uma das suas subsidiárias, a Capital Airlines, inaugurou em julho de 2017 o primeiro voo direto entre a China e Portugal.

A morte de Wang surge numa altura em que a empresa se está a desfazer-se de ativos, visando resolver os seus problemas de liquidez e altos custos de financiamento

O grupo tem ainda importantes participações em firmas como a Swissport ou o Deutsche Bank.

A morte de Wang surge numa altura em que a empresa se está a desfazer-se de ativos, visando resolver os seus problemas de liquidez e altos custos de financiamento.

Só este ano, o HNA vendeu mais de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros) em ativos.

Com uma participação de cerca de 15%, Wang era um dos maiores acionistas do grupo. O outro cofundador, Chen Feng, também detém 15% da empresa.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.