Acidente em Luanda causa 11 mortos e sete feridos graves

O acidente, registado na noite de quinta-feira, resultou de uma colisão entre um camião e um candongueiro (serviço de táxi informal)

Um acidente de viação no município angolano de Cacuaco, província de Luanda, provocou pelo menos 11 mortos e sete feridos graves, de acordo com um balanço provisório das autoridades de saúde.

Segundo uma testemunha, citada pela emissora pública angolana, o acidente, registado na noite de quinta-feira, na Estrada Nacional número 100, na zona da Vidrul, é resultado da colisão entre um camião e um candongueiro (serviço de táxi informal), tendo o veículo pesado embatido na parte de trás do táxi.

O diretor do hospital municipal de Cacuaco, João Bernardo, disse que deram entrada naquela unidade de saúde 11 feridos com lesões graves, alguns transferidos para o Hospital Américo Boavida devido à gravidade do seu estado.

"Sete vítimas morreram no local e deram entrada no hospital outros 11 indivíduos com lesões muito graves. Desses, quatro infelizmente pereceram logo à entrada do hospital, nos primeiros 15 minutos, outros três foram transferidos para o Hospital Américo Boavida e quatro estão a receber assistência no hospital de Cacuaco. Uma dessas vítimas ainda está em estado preocupante", disse o responsável.

Este é o terceiro acidente com resultados graves que Angola regista em 24 horas, tendo os outros ocorrido nas províncias do Cuanza Norte, com 47 feridos e um morto, e na província do Cuanza Sul, com 42 feridos.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?