Abstenção marca eleições na Geórgia, partido no poder deve ser grande vencedor

A taxa de participação foi de 37,5%, segundo a Comissão Eleitoral Central

Uma elevada abstenção marcou hoje a segunda volta das eleições legislativas da Geórgia, que deverão dar uma grande maioria ao partido pró-ocidental no poder, Sonho Georgiano, ainda que com acusações de fraude dos adversários.

As urnas fecharam às 20:00 locais (16:00 de Portugal) e a taxa de participação foi de 37,5%, segundo a Comissão Eleitoral Central. Os primeiros resultados não são esperados antes da manhã de segunda-feira.

Os dois partidos pró-ocidentais, o Sonho Georgiano e o Movimento Nacional Unido (MNU), do antigo Presidente no exílio Mikheïl Saakachvili, devem partilhar a maior parte dos 150 assentos do Parlamento.

"As eleições decorreram numa atmosfera calma e os eleitores expressaram-se livremente", indicou a Comissão Eleitoral Central numa conferência de imprensa, embora a Sociedade Internacional para a Democracia e Eleições Livres, uma organização não-governamental que colocou no terreno 700 observadores, tenha denunciado várias violações das regras eleitorais.

"Foi negado aos georgianos o direito a uma escolha eleitoral livre. O nível de violações das regras eleitorais, as pressões sobre os eleitores e a compra de votos são assustadores", disse um dos dirigentes do MNU, Giorgi Baramidze, citado pela agência de notícias AFP.

As acusações já tinham marcado a primeira volta, a 08 de outubro, e acontecem quando o escrutínio é observado atentamente pelos aliados ocidentais do país, do Cáucaso, que quer entrar para a NATO e é considerado um dos raros bons exemplos em matéria de democracia entre as ex-repúblicas soviéticas.

Na primeira volta o primeiro-ministro, Giorgi Kvirikashvili, reclamou uma "enorme vitória", mas a oposição falou em fraudes.

Segundo os resultados da primeira volta o Sonho Georgiano conseguiu 67 lugares no Parlamento, o MNU 27 e a Aliança dos Patriotas seis. Faltam atribuir mais 50 lugares, que devem ser ganhos em grande maioria pelo partido no poder, que vai assim formar governo e fazer passar emendas constitucionais.

Pela primeira vez na história do país um pequeno partido pró-russo, Aliança dos Patriotas, vai chegar ao Parlamento.

No total, 19 partidos, seis formações e 816 candidatos disputaram os votos de 3,5 milhões de eleitores para 150 lugares no parlamento.

A vitória esmagadora do Sonho Georgiano nas anteriores legislativas em 2012 pôs termo a uma década de poder do MNU.

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Nuno Artur Silva

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