Abalo em Myanmar fez quatro mortos e danificou 185 templos de Bagan

Duas crianças estão entre as quatro vítimas mortais

As autoridades elevaram para quatro o número de mortos do terramoto de magnitude 6,8 que sacudiu, na quarta-feira, o centro do país, danificando 185 templos do célebre conjunto de Bagan, informa hoje a imprensa estatal.

O balanço, divulgado hoje pelo diário Global New Light of Myanmar, que cita fontes oficiais, indica que entre as quatro vítimas mortais figuram duas meninas, de 7 e 15 anos.

O diretor do departamento de Arqueologia, Aung Aung Kyaw, disse ao mesmo jornal que foram contabilizados, até ao final do dia de quarta-feira, danos em 185 templos de Bagan.

As autoridades trabalham para apresentar, no próximo ano, junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) a candidatura a Património da Humanidade do conjunto arqueológico de Bagan, que conta com mais de 3.000 estupas e templos, construídos entre os séculos X e XIV, numa extensão de aproximadamente 40 quilómetros quadrados.

Bagan fica a 30 quilómetros a norte da pequena cidade de Chauk, a população mais próxima do epicentro do sismo.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?