Coreia do Norte assume conflito. "A questão agora é: quando é que a guerra rebentará?"

Governo de Kim Jong-un considera praticamente inevitável um conflito militar com os Estados Unidos

"A questão agora é: quando é que a guerra rebentará?". Foi assim que um porta-voz do governo da Coreia do Norte reagiu esta quarta-feira ao exercício aéreo conjunto que os Estados Unidos e a Coreira do Sul iniciaram na segunda-feira, com o nome 'Vigilant Ace'.

Estas manobras militares têm previsto terminar apenas no próximo sábado dia 9 e foram organizadas após mais um disparo de um míssil balístico intercontinental por parte de Pyongyang, que revelou na altura que o mesmo tinha capacidade para atingir "qualquer parte do território norte-americano".

Esta quarta-feira o porta-voz do governo de Kim Jong-un reagiu então ao exercício aéreo de Estados Unidos e Coreia do Sul, considerando que a guerra entre os EUA e a Coreia do Norte é provável.

"Nós não desejamos uma guerra, mas não vamos esconder-nos de uma. E se os Estados Unidos testarem a nossa paciência e acenderem o fusível de uma guerra nuclear, nós certamente que faremos os Estados Unidos pagarem as consequências com a nossa poderosa força nuclear, que temos consistentemente fortalecido. Se os EUA não quiserem ser queimados até à morte pelo fogo que estão a gerar, será melhor comportarem-se com prudência e cautela", salientou o porta-voz norte-coreano, em comunicado, à Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC).

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.