A escola onde se aprende a ser um (bom) Pai Natal

Durante um mês, homens (e mulheres) convivem com renas, aprendem a maquilhar-se e a fazer vídeos e também fazem exercícios de flexibilidade

É necessário (no caso deles) ter uma barba branca e farta, uns quilos extra (com barriga proeminente incluída) e muita, mas mesmo muita prática para ser merecedor daquelas bolachas com o copo de leite, na noite de Natal.

Foi para formar Pais Natais (e Mães Natais) certificados que nasceu a Santa Claus School, no Michigan, EUA.

É a escola de Pais Natais mais antiga do mundo - comemora em 2017 o seu 80º aniversário - e todos os anos, em outubro, seleciona candidatos em todo o país para uma formação de cinco dias e uma voltinha no Expresso Polar - um comboio que, no final da formação, faz uma viagem de convívio com todos os Pais Natais trajados a rigor.

Durante os cinco dias de treino, os candidatos têm aulas de maquilhagem - aprendem a colorir as bochechas e a dar à pele o tom rosado que se espera de um verdadeiro Pai Natal -, mas também fazem exercícios vocais para que a gargalhada se aproxime o mais possível do "Ho Ho Ho" esperado pelas crianças.

Os alunos e alunas recebem ainda formação em vídeo e em conceção de figurinos e aprendem técnicas para melhorarem a sua performance.

Na página de Facebook da escola, pode ler-se que "são bem-vindas as ajudantes de Elfos e as Mães Natal" e que o custo da formação de cinco dias é de 250 dólares (cerca de 210 euros).

.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.