30 crianças morrem de hipotermia em campo de refugiados

A Organização Mundial de Saúde queixa-se da falta de acesso ao campo de al-Hol. Situação é crítica para 33 mil pessoas.

Pelo menos 29 crianças e recém-nascidos terão morrido num campo de refugiados no nordeste da Síria durante as últimas oito semanas, principalmente devido à hipotermia, informou na quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Já a UNICEF detalha que só nos últimos três dias chegaram ao campo mais de 5 mil pessoas e refere a existência de pelo menos 20 crianças mortas, das quais 10 bebés.

A OMS apelou para o acesso sem impedimentos ao acampamento al-Hol, dizendo que a situação se tornou "crítica" para 33 mil pessoas que vivem em condições extremamente duras, ao frio, sem tendas, nem cobertores ou aquecimento. Muitos caminharam por dias depois de fugir dos combates em Deir Zor.

"Muitos recém-chegados estão desnutridos e exaustos após anos de privação vivendo sob o controlo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante... O acesso humanitário ao campo e às estradas circundantes é dificultado por obstáculos burocráticos e restrições de segurança."

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, por seu turno, afirma estar no local e nos centros de triagem para fornecer cuidados de saúde essenciais.

Com o avanço da aliança curda e árabe das Forças Democráticas Sírias, mais de 36 mil pessoas fugiram dos territórios controlados pelos jihadistas desde o início de dezembro , segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização com sede em Londres. A maioria dos refugiados é de nacionalidade iraquiana e crê-se que parte significativa é próxima dos combatentes e cerca de três mil são suspeitos de serem do Estado Islâmico.

Segundo testemunhos recolhidos pela AFP, os últimos territórios controlados pelo Estado Islâmico estão repletos de civis.

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