23 anos após ataque com gás sarin, membros de seita aguardam execução

Condenados foram transferidos para outra prisão, o que indicia uma execução iminente

Treze elementos da seita apocalíptica Aum Shinrikyo (verdade suprema), entre os quais o líder Shoko Asahara, devem estar a viver os últimos dias. Estão todos condenados à morte por diversos crimes. O de maior dimensão ocorreu no dia 20 de março de 1995, quando cinco carruagens do metro de Tóquio foram alvo de ataque com gás sarin. O ataque causou a morte a 13 passageiros, ferimentos graves em dezenas e ligeiros em centenas.

Segundo o Guardian, alguns dos condenados foram transferidos na semana passada para uma prisão fora da capital japonesa, o que prenunciará uma execução iminente. Todos os processos relacionados com a Aum Shinrikyo chegaram ao fim em janeiro. No Japão não há tradição de aplicação da pena capital quando ainda decorrem casos relacionados.

Conta o diário britânico que a mulher de uma vítima mortal, Kazumasa Takahashi, Shizue, ao depositar flores na estação de Kasumigaseki, afirmou ao Kyodo News: "Espero que sejam executados de acordo com a lei e que não se faça barulho sobre o assunto."

Uma organização de direitos humanos, a Sociedade Japonesa para a Reinserção e Prevenção das Seitas, escreveu ao ministro da Justiça para que as penas de todos os condenados (exceto a do líder da seita) sejam comutadas. "[Shoko] Asahara foi o cérebro e os outros 12 foram apenas os seus membros", disse Taro Takimoto, dirigente da organização e sobrevivente ao ataque com gás sarin.

Três dos condenados à morte foram dados como culpados pela morte, em 1989, de um advogado e respetiva família. Tsutsumi Sakamoto estava a trabalhar num processo contra a seita.

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