Cospedal não descarta ser líder do PP depois do adeus de Rajoy

Ministra da Defesa cessante rejeita críticas de José María Aznar, tal como Mariano Rajoy, sublinhando que o centro-direita é o PP e que o partido vai recuperar os votos que fugiram para o Ciudadanos

"O que tiver que ser será". Desta forma, em entrevista à Onda Cero, María Dolores de Cospedal não descartou esta quarta-feira ser candidata à liderança do Partido Popular no congresso extraordinário de julho. Mas em seguida sublinhou: "Hoje não é dia para estar a falar de mim".

Atual presidente do PP e até agora ministra da Defesa do governo cessante de Mariano Rajoy, Cospedal, de 52 anos, é um dos nomes falados para suceder ao ex-primeiro-ministro espanhol. Os outros são Soraya Sáenz de Santamaría e Alberto Núñez Feijóo.

Apresentada pelos media como eterna rival de Cospedal, Santamaría ocupava até agora o cargo de vice-primeira-ministra. Feijóo é atualmente presidente do governo autónomo galego e surge como o mais creditado para o lugar de líder dos populares. Hoje não quis fazer comentários sobre o futuro e remeteu quaisquer respostas sobre o assunto para o próximo dia 20.

"Proponho que não insistam neste tipo de perguntas, vou cumprir a minha agenda como presidente da Junta [da Galiza]. No dia 20 vou estar por aqui, então se me quiserem perguntar mais alguma coisa", disse, aos jornalistas, à saída do parlamento regional.

Cospedal, por seu lado, mostrou-se convencida de que o PP pode recuperar os votos que foram para o Ciudadanos, partido liderado por Albert Rivera que está à frente nas sondagens. E rejeitou a ideia defendida pelo ex-primeiro-ministro José María Aznar de que é preciso reconstruir o centro-direita. Na entrevista à Onda Cero disse: "O centro-direita está representado pelo Partido Popular".

No mesmo sentido falou Rajoy, em declarações à Cadena Cope, recusando entrar em polémicas com o ex-chefe do governo, que de seu apoiante passou a crítico. "Não vou entrar por aí, sou superior a isso, estarei à disposição do novo presidente do PP, serei um simples militante de base e, portanto, não terei atividade política. A minha consciência e os meus 40 anos no PP obrigam-me a ser leal", declarou o homem que na semana passada foi derrubado do governo pela moção de censura do PSOE.

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