China. Dolce & Gabbana banida dos sites de venda eletrónica

Campanha da marca italiana está a provocar polémica na China e já levou ao cancelamento de um desfile da marca italiana em Shangai

O anúncio mostra uma modelo chinesa a debater-se para conseguir comer massa e pizza com pauzinhos. Foi o suficiente para acender o rastilho de uma nova polémica com a Dolce & Gabbana na China, com as plataformas de venda eletrónica a retirarem de venda os produtos da marca e várias celebridades a apelarem ao boicote, acusando a D&G de trivializar a cultura chinesa e de promover estereótipos.

E o caso piorou quando foram divulgadas mensagens alegadamente escritas pelo co-fundador da marca Stefano Gabbana, com comentários ofensivos sobe os chineses, e que se tornaram virais.

Resultado: a marca cancelou um desfile marcado para esta semana em Shangai, e Gabbana e Domenico Dolce acabaram a emitir um vídeo pedindo perdão pelo seu défice de compreensão da cultura chinesa. O que parece não ter alcançado o resultado pretendido. Segundo a BBC, nesta sexta-feira os produtos da D&G continuavam a não estar disponíveis nas maiores plataformas de comércio eletrónico da China, caso da Taobao ou JD.com.

Esta não é a primeira vez que a marca italiana se vê envolvida em polémicas naquele país. No passado mês de abril, a marca surgiu com uma campanha onde pessoas pobres de zonas degradadas de Pequim surgiam lado com modelos da Dolce & Gabbana.

A China é um mercado essencial para marcas de luxo. De acordo com a estação britânica, um relatório divulgado este ano pela consultora Bain & Company aponta para um crescimento de 22% do consumo de bens de luxo durante este ano.

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