Caça à fuga em Washington. Quem é a voz da "resistência" na Casa Branca?

Trump questionou se a pessoa existe e exigiu, ao mesmo tempo, que o jornal revele quem é, a bem da "segurança nacional"

É identificado pelo The New York Times apenas como um funcionário sénior na Casa Branca de Trump, e foi ele (ou ela) a contactar o editor das páginas de opinião do jornal, Jim Dao, através de um intermediário, para contar a sua versão do trabalho na Casa Branca e de como há uma "resistência" silenciosa que contraria as piores ideias e impulsos de um presidente "amoral"..

Nas horas seguintes à publicação começou a "caça ao homem", para identificar o autor do artigo, com o próprio Donald Trump a questionar se a pessoa existe e a exigir, ao mesmo tempo, que o jornal revele quem é, a bem da "segurança nacional". Duas fontes disseram ao Washington Post que Trump ficou irado e "absolutamente lívido" com o artigo e disse suspeitar que o autor trabalha em temas de segurança nacional ou no Departamento de Justiça.

Segundo a CNN, a frenesim dentro da Casa Branca para identificar esta pessoa é tão grande que outros funcionários até já enviaram mensagens a jornalistas a perguntar nomes, sugerindo hipóteses. O Guardian escreve que a forma como o artigo está escrito também está a ser analisada, à procura de pistas. "O problema é que pode ser tanta gente, é quase impossível", admitiu um funcionário da administração ao Washington Post.

O editor das páginas de opinião, Jim Dao, não revela pormenores, nem sequer o género ou tipo de funções - e a descrição "sénior" pode aplicar-se a um número elevado de funcionários.

Em entrevista à CNN, Dao disse apenas que foi contactado através de um intermediário, há vários dias, e que falou depois diretamente com a pessoa em causa. Disse ainda que há um número reduzido de pessoas dentro do jornal que sabe quem é o autor da coluna de opinião.

Esta não é a primeira vez que o jornal aceita publicar uma opinião anónima, mas é muito raro. Tal como das outras vezes, proteger a identidade serve para proteger a segurança ou o trabalho do autor. "Sentimos que era um artigo muito forte, escrito por uma pessoa que tinha algo de importante a dizer e que fala por causa do seu sentido de ética e consciência", concluiu.

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