Índia abre mão de um dos maiores diamantes do mundo

Há décadas que Reino Unido e Índia lutam pela posse do Koh-i-Noor.

O diamante Koh-i-Noor tem estado no centro de uma disputa diplomática há já várias décadas, com muitos indianos a reclamarem a sua devolução como forma de a Grâ-Bretanha expiar o seu passado colonial. Mas agora a Índia parece disposta a abrir mão da pedra preciosa, uma das maiores do mundo.

Um representante do governo indiano afirmou, ontem, no Supremo Tribunal da Índia, que o diamante foi dado à antiga potencial colonial e não roubado.

O Koh-i-Noor tem 105 quilates e faz parte da coroa usada pela falecida rainha-mãe Isabel de Inglaterra. Guardado na Torre de Londres, só é apresentado publicamente em ocasiões muito especiais, como aconteceu aquando das cerimónias fúnebres dessa monarca, em 2002. A duquesa de Cambridge, Kate Middleton, que esteve na Índia com o marido, o príncipe William, na semana passada, usará esta coroa quando se tornar rainha consorte.

Em 2010, numa visita à Índia, o primeiro-ministro David Cameron afirmou que o diamante iria ficar em Londres. No entanto, há quem acredite que o Koh-i-Noor deve regressar à Índia e que foi um dos muitos artefatos indianos de que os britânicos se apropriaram durante o período colonial.

Nafis Ahmad Siddiqui é uma dessas pessoas, pelo requereu ao Supremo Tribunal a devolução do diamante. Só que, num depoimento surpreendente, o representante do governo indiano declarou que a pedra não foi roubada nem levada à força, mas sim oferecida à Grã-Bretanha, em 1851.

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