Incêndios na Califórnia. Subiu para 31 o número de vítimas mortais

Mais de 200 desaparecidos na sequência dos incêndios que atingem o norte e o sul do estado dos EUA. As equipas de resgate encontraram mais de 23 cadáveres na localidade de Paradise, no interior de habitações e de viaturas.

São já 31 as vítimas mortais na sequência dos incêndios que atingem a Califórnia desde a semana passada. Depois dos 25 corpos descobertos no sábado, este domingo foram encontradas mais seis pessoas carbonizadas num acampamento, elevando assim o número de vítimas mortais. Há ainda cerca de 250 pessoas desaparecidas.

O incêndio tornou-se assim no mais mortal da Califórnia desde que existem registos, igualando o violento incêndio na Califórnia em 1933, que ficou conhecido como o desastre de Griffith Park, em Los Angeles.

Dos 31 mortos na Califórnia, 29 foram descobertos em Paradise, localidade onde arderam mais de seis mil habitações, e os outros dois na cidade de Malibu.

Com os ventos fortes a não dar tréguas aos bombeiros e que ameaçam espalhar as chamas, o governador do estado, Jerry Brown, pediu ao presidente Donald Trump para declarar o estado de emergência.

No entanto, depois de ter culpado as autoridades californianas por "absoluta má gestão" e dizer que não havia motivo para "estes massivos, mortais e onerosos" incêndios, Donald Trump voltou à rede social Twitter no sábado para afirmar solidariedade com todos os envolvidos."Os nossos corações estão com aqueles que combatem os fogos (...) e com as famílias" dos mortos, escreveu."Que Deus os abençoe a todos", escreveu Trump, acrescentando que os fogos estão a progredir "muito, muito rapidamente - em alguns casos 80 acres por minuto", pelo que as pessoas devem abandonar os locais e seguir as orientações das autoridades.

A zona de Malibu, onde residem várias celebridades, também foi afetada. Um dos moradores, o ator Gerard Butler, mostrou o estado em que ficou a sua casa: reduzida a cinzas.

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