Homem que entrou armado no Capitólio já foi acusado

O suspeito foi identificado como Larry Dawson, um afro-americano de 66 anos

O homem armado atingido na segunda-feira a tiro pela polícia no centro de visitantes do Capitólio em Washington, Estados Unidos, foi acusado de "assalto com arma mortífera" e "assalto armado contra um agente", referiram hoje fontes policiais.

O suspeito, que entrou com uma pistola na sede do poder legislativo, foi identificado como Larry Dawson, um afro-americano de 66 anos residente em Antioch (Tennessee), e encontra-se internado em estado "estável mas crítico" num hospital da capital federal, onde foi operado.

O homem foi atingido pela polícia após irromper no centro de visitantes pelas 14:39 locais (18:39 em Lisboa) brandindo uma arma, e provocando o pânico numa cidade em alerta elevado na sequência dos ataques de Bruxelas.

O incidente não provocou ferimentos nos agentes policiais, mas uma mulher que passava no local sofreu ferimentos ligeiros e também foi hospitalizada.

Em outubro, Dawson já tinha sido detido apesar ter interrompido uma sessão da Câmara dos representantes gritando "Sou um profeta de Deus".

Após terem sido escutados os disparos nessa zona, as autoridades bloquearam de imediato as instalações do Congresso norte-americano, e por motivos de segurança também isolaram o recinto da Casa Branca. As medidas de segurança foram entretanto suspensas.

Através da sua conta na rede social Twitter a polícia do distrito de Columbia confirmou tratar-se de um incidente isolado, que não supõe uma ameaça para a capital federal.

O Congresso encontra-se em período de férias da Páscoa e apenas retomará a atividade regular em meados de abril, apesar de muitos gabinetes dos eleitos prosseguirem o seu trabalho e parte dos edifícios estarem abertos aos turistas.

O centro de visitantes do Capitólio foi construído após dois agentes da polícia terem sido mortos em 1998 num outro tiroteio, com o objetivo de aumentar as medidas de segurança.

O último incidente do género no complexo do Congresso ocorreu em 2013, quando uma mulher foi morta pelas forças de segurança após uma perseguição ao veículo que conduzia desde a Casa Branca, e que foi imobilizado junto à sede do poder legislativo.

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