Homem asfixia leão da montanha e sobrevive a ataque

Animal mordeu um corredor na cara e no pulso, mas o homem conseguiu libertar-se e matou o leão. Não são habituais ataques de leões a humanos nos EUA

Um corredor que fazia a sua corrida habitual numa zona das montanhas do Colorado, EUA, foi surpreendido pelo ataque de um leão da montanha, que se aproximou pelas costas do atleta. O animal prendeu o homem com as garras afiadas e os dentes, mas este lutou pela sua vida com ainda mais força até conseguir sufocar o leão. Conseguiu sobreviver ao ataque.

A história é contada pela CNN e descreve como funcionários da Colorado Parks and Wildlife - a zona de reserva de vida selvagem onde aconteceu o ataque - ficaram surpreendidos com a forma como o jovem corredor agiu.

O leão mordeu a cara e o pulso do homem, mas este conseguiu libertar-se e acabou por matar o animal "em legítima defesa", descreve a agência de defesa da vida selvagem.

A necropsia ao animal confirmou que a causa de morte foi asfixia. Segundo a CPW - que gere os parques selvagens no Colorado - o leão era jovem, teria menos de um ano de idade.

"O corredor fez tudo o que pode para salvar a vida. No caso de um ataque de um leão, temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ripostar, tal como ele o fez", disse Mark Leslie, coordenador da Colorado Parks and Wildlife.

O corredor sofreu ferimentos graves e foi levado para um hospital, mas já recebeu alta.

Os trilhos do Horsetooth Mountain Open Space - onde ocorreu o ataque - foram fechadas ao público na terça-feira, depois de ter sido detetada "mais atividade de leões da montanha na área", disse o Departamento de Recursos Naturais do condado de Larimer.

"Os ataques dos leões da montanha não são comuns no Colorado e é lamentável que os instintos de caça do leão tenham sido desencadeados pelo corredor", disse Ty Petersburg, responsável pela área de vida selvagem da Colorado Parks and Wildlife.

Em 100 anos, recorda a CNN, menos de 20 pessoas morreram em consequência de ataques de leões da montanha nos EUA. No Colorado, três pessoas morreram e 16 ficaram feridas em ataques desta espécie desde 1990.

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