Estado Islâmico reivindica ataques que Hollande diz serem "ato de guerra". Há 129 mortos confirmados

Presidente francês decretou três dias de luto nacional. Hollande prometeu que a França será implacável

Os atentados de sexta-feira à noite em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos e deixaram 99 feridos em estado grave (número atualizado pelas autoridades francesas pelas 18:00), foram "um ato de guerra" de "um exército terrorista", o grupo Estado Islâmico (EI), disse este sábado de manhã o presidente francês. Uma declaração que surgiu minutos antes de o grupo terrorista reivindicar na internet a autoria dos ataques, dizendo que França é um dos seus principais alvos.

Entre as dezenas de vítimas, está um português de 63 anos, que trabalhava em Paris e foi apanhado nos atentados perto do Stade de France, confirmaram já fontes oficiais.

Segundo o comunicado do EI, "um grupo de soldados do califado" tomou como alvo "a capital das abominações e das perversões". Oito "irmãos" com explosivos e armas automáticas tomaram de assalto locais "escolhidos cuidadosamente", diz a mensagem. O jornal Le Figaro nota, no entanto, que as informações dadas não estão corretas, uma vez que não houve qualquer ataque no 18.º bairro de Paris.

Já esta manhã François Hollande pediu aos franceses "união e sangue-frio", ao mesmo tempo que decretou o "luto nacional por três dias", na sequência dos ataques terroristas de sexta-feira. "O que aconteceu ontem é um ato de guerra (...) que foi cometido pelo EI, organizado a partir do exterior e com cúmplices interiores que o inquérito deverá estabelecer", declarou, no Eliseu, Hollande.

O presidente prometeu que a França será implacável. "Vai agir com todos os meios, no âmbito da lei, e em todos os terrenos, internos como externos, com os nossos aliados, eles próprios visados por esta ameaça terrorista. "

Hollande acrescentou que vai falar na segunda-feira no parlamento, para informar sobre as medidas a adotar.

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Pelo menos 127 pessoas morreram e 180 ficaram feridas, 80 dos quais em estado crítico, em vários atentados em Paris, na sexta-feira à noite.

Oito terroristas, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos para levar a cabo os atentados, morreram, segundo as mesmas fontes.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

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