Guarda Civil suspensa um mês por se queixar de não ter colete anti balas feminino

A oficial sentiu-se humilhada por ser obrigada a fazer um exercício de tiro sem o colete e a seguir ser instruída sobre como o deveria apertar

A guarda civil espanhola María del Pilar Villacorta foi suspensa durante um mês, sem direito a salário, por se ter queixado da falta de coletes à prova de bala femininos.

Durante um exercício de tiro, na Comandaria de Cantabria, em outubro de 2016, a ex-responsável pela Associação da União de Guardas Civis, María del Pilar Villacorta, lamentou ter vestido um colete que não conseguia apertar por não ser adaptado à fisionomia feminina, mas sim à masculina. A guarda pediu ainda à Secretaria de Riscos Laborais para avaliar o caso.

Perante a queixa de Villacorta, o coronel presente deu indicações às agentes femininas para que realizassem o exercício sem o colete. Informou ainda que terminado o mesmo, seriam instruídas sobre a forma como colocar corretamente o colete.

Segundo o instrutor citado pelo jornal espanhol El País, Villacorta mostrou-se indignada pelas agentes estarem a ser obrigadas a usar aqueles coletes e terá perguntado ao coronel: " sentir-se-ia confortável com uma tanga?".

María del Pilar Villacorta apresentou uma queixa contra o coronel por humilhação, atentado contra a sua dignidade e discriminação de sexo. Mas a sua queixa foi arquivada pelo tribunal militar. Já a proposta do instrutor de aplicar a sanção máxima à agente (suspensão de três meses, sem salário) foi tida em conta, embora reduzida. O diretor da Guarda Civil espanhola, Félix Vicente Azaón, aplicou-lhe uma suspensão disciplinar de um mês.

A Associação da União de Guardas Civis já anunciou que vai recorrer à Ministra da Defesa, Margarita Robles. A organização vai ainda pedir ao governo espanhol que apele à promoção do diálogo em vez da repressão contra quem reivindica melhores condições laborais para os guardas civis.

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