Guaidó pede desculpa, admite erros e apela ao protesto contínuo

Venezuelanos voltaram a sair às ruas para pedir a saída do presidente Nicolás Maduro.

Os venezuelanos voltaram este sábado às urnas para exigir a saída do presidente Nicolás Maduro, com o líder da oposição Juan Guaidó a apelar às manifestações contínuas até ser alcançado esse objetivo.

"Sei que às vezes é fácil ficarmos frustrados. Sei que cometemos erros. Peço desculpa diante do povo da Venezuela. Nós escutámo-vos, estamos juntos. Não vamos desfalecer nem desmaiar. Temos que alcançar o nosso objetivo", disse o presidente da Assembleia Nacional aos manifestantes, segundo o jornal El Nacional.

"Não sei se são 18 dias. Se é hoje, segunda ou amanhã. O que posso garantir é que vamos ter a liberdade de toda a Venezuela. Vamos continuar até conseguir", acrescentou Guaidó, que em janeiro se declarou presidente interino e que mais de meia centena de países reconhece como tal.

Nas últimas semanas, o líder opositor tem enfrentado críticas de venezuelanos que o acusam de estar a ceder ao regime e que centram as queixas no recente acordo entre parlamentares opositores e afetos ao regime de formar um comité para designar as novas autoridades do Conselho Nacional Eleitoral.

Através das redes sociais, os utilizadores acusam Guaidó de ter invertido o roteiro para passar ao terceiro passo sem Maduro abandonar o poder e sem uma junta transitória de Governo.

"Vamos continuar nas ruas", referiu. Este sábado pediu aos manifestantes que caminhassem até à embaixada da Bolívia em Caracas, de forma simbólica, pois considera o país uma inspiração após três semanas de protestos diários terem culminado na demissão do presidente Evo Morales.

Guaidó falou por videochamada com a presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, em relação à futura nomeação de embaixadores. Segundo noticia a agência espanhola EFE, o contacto foi feito através de uma videochamada promovida pelo Palácio do Governo, em La Paz, sede do Governo da Bolívia, que durou cerca de catorze minutos, a primeira entre os dois líderes desde que Añez assumiu a presidência interina na terça-feira.

"Esperamos nos próximos dias designar representantes diplomáticos na Bolívia, congratulamo-nos com o facto de ter cortado severamente as relações com o ditador", disse Guaidó a Añez em referência ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no contacto transmitido pelo canal estatal Bolívia TV.

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