Governo demite chefe da Armada após caso do submarino desaparecido

A marinha não está à procura de sobreviventes, embora se continue a tentar encontrar o submarino, desaparecido há um mês

O Governo da Argentina destituiu o chefe da Armada, Marcelo Srur, no decurso de uma investigação aberta após o desaparecimento do submarino ARA San Juan, em 15 de novembro, confirmaram no sábado fontes oficiais.

A agência estatal Télam informou que o ministro de Defesa argentino, Oscar Aguad, pediu a demissão do chefe do Estado Maior General da força naval, e designou um substituto interno, enquanto as autoridades examinam o que aconteceu com o ARA San Juan, que desapareceu há um mês.

Uma investigação interna da Armada levou à suspensão de dois comandantes esta semana.

A marinha argentina não está à procura de sobreviventes, embora uma operação multinacional continue a tentar encontrar o submarino.

Foi também anunciada a formação de uma comissão investigadora composta por três operacionais de submarinos, incluindo o capitão Jorge Bergallo, pai do capitão da corveta Jorge Ignacio Bergallo, e segundo comandante do San Juan, um dos 44 tripulantes desaparecidos a bordo do aparelho.

A comissão investigadora será independente do Ministério de Defesa, com orçamento próprio e ilimitado, para apurar o que aconteceu com o navio, segundo fontes oficiais citadas pela agência espanhola Efe.

O submarino ARA San Juan tinha zarpado em 13 de novembro do porto de Ushuaia, onde participou em manobras de treino integrado, e regressava à base, no Mar de Prata, quando sofreu uma avaria nas baterias da proa, a qual foi reparada.

Horas depois perdeu-se toda a comunicação com o aparelho e duas agências internacionais registaram na zona "um incidente consistente com uma explosão" que poderia estar relacionado com o desaparecimento do submarino.

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