Furacão Maria aumenta de intensidade e sobe para nível 3

Ilhas colocadas sob alerta vermelho

A intensidade de furacão Maria aumentou e ele está agora no nível 3, numa escala de 5. Segundo o Centro Nacional de Furacões, citado pela AP, o furacão está intensificar-se rapidamente e ameaça provoca grandes danos nas Caraíbas, uma zona devastada recentemente pelo furacão Irma.

O centro do furacão Maria está a cerca de 95 quilómetros da ilha francesa Martinica e traz ventos de cerca de 195 quilómetros por hora. As autoridades francesas emitiram um "alerta vermelho de ciclone para esta ilha caribenha e para Guadalupe.

"Não se pode excluir completamente que o Maria atinja a categoria 3 à passagem perto de Guadalupe", advertiu a Météo France esta manhã, considerando que "essa ameaça deve ser levada muito a sério".

O governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, declarou o estado de emergência e admite que o Maria seja mais devastador para a ilha do que o Irma, segundo a Efe.

O furacão mantém um percurso que o levará para perto das ilhas atingidas pelo furacão Irma e ainda em direção a Porto Rico, República Dominicana e Haiti. Já foram emitidos avisos de furacão em Dominica, St. Kitts, Nevis, Montserrat e Martinica.

Está prevista uma forte ondulação, ventos de 150 a 180 quilómetros/hora e chuvas fortes que continuarão na terça-feira, adiantou a Méteo France.

Teme-se que o furacão vá ganhando intensidade e possa causar estragos significativos em zonas que ainda estão a recuperar depois da passagem do furacão Irma.

Qualificado pela Organização Mundial de Meteorologia como o furacão mais forte de sempre no Atlântico, o Irma deixou um rasto de destruição em várias ilhas das Caraíbas, em Cuba e ainda nos Estados Unidos, sobretudo na Florida, tendo causado dezenas de mortos.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.