Funcionários públicos chineses terão que divulgar bens ou viagens ao estrangeiro

As novas regras exigem também que os funcionários comuniquem o estado civil, bens de familiares, antecedentes criminais ou qualquer outro tipo de rendimento que recebam

Os funcionários públicos chineses terão que fornecer informação pessoal ao Partido Comunista da China (PCC), como bens, investimentos ou viagens ao estrangeiro, de acordo com uma nova regulamentação anticorrupção, informou hoje a agência oficial Xinhua.

As novas regras exigem também que os funcionários comuniquem o estado civil, bens de familiares, antecedentes criminais ou qualquer outro tipo de rendimento que recebam.

Esta regulamentação vai afetar os dirigentes e funcionários de cargos superiores ao nível de deputado de condado.

As novas disposições estabelecem a criação de uma taxa de verificação aleatória, que vai ser aplicada a um em cada dez funcionários, e o agravamento da penalização para declarações falsas.

"O relatório com informação pessoal é uma avaliação importante da lealdade e compromisso com o código de conduta do Partido Comunista", afirmou o departamento de organização do Comité Central do PCC em comunicado.

De acordo com a Xinhua, mais de 9.100 funcionários ocultaram informação pessoal, enquanto 124.800 foram punidos por declarações falsas.

Na quarta-feira, o órgão máximo anticorrupção do PCC publicou uma norma que regula a atividade dos altos cargos do partido nas redes sociais e Internet, incluindo a proibição de receber dinheiro através de carteiras digitais ou abrir lojas 'online'.

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