Fuga de Alcatraz. FBI reabriu caso após receber carta de alegado fugitivo

Fuga aconteceu em 1962 e deu origem a um filme protagonizado por Clint Eastwood

O FBI reabriu a investigação à famosa fuga de Alcatraz de 1962 depois de receber uma carta manuscrita assinada alegadamente por um dos três fugitivos. O caso já tem 56 anos, mas continua a ser uma das maiores dúvidas da história dos serviços prisionais norte-americanos: terão os irmãos John e Clarence Anglin e Frank Morris conseguido escapar?

A carta já chegou às autoridades em 2013 e foi nesse ano que a investigação foi reaberta, mas só agora foi revelada. A estação de televisão KPIX 5, uma filial da CBS, teve acesso à carta, cujo autor diz ser John Anglin e ter atualmente 83 anos. Conta que tem cancro e garante que tanto ele como os outros dois fugitivos conseguirem sobreviver à fuga.

A história desta fuga de Alcatraz está contada no filme Fugitivos de Alcatraz, realizado em 1979 por Don Siegel e protagonizado por Clint Eastwood, Fred Ward e Jack Thibeau.

Conhecida como "O Rochedo", a prisão de Alcatraz era alegadamente à prova de fuga. Nos seus 29 anos de funcionamento, registaram-se 14 tentativas de fuga envolvendo 36 detidos, alegadamente todas sem êxito.

Mistério com mais de meio século, esta fuga pode ter tido um desfecho bem diferente daquele que as autoridades sempre acreditaram, apesar de nunca terem coseguido reunir provas suficientes nesse sentido: que os três fugitivos morreram nas águas gélidas do Pacífico, na travessia entre a ilha onde estava situada a prisão (desativada em 1963) e São Francisco.

Segundo a carta, Frank morreu em 2008 e John morreu três anos depois. O autor admite que está em "mau estado" devido a um cancro e tenta fazer um acordo com as autoridades. "Se anunciarem na TV que eu não irei mais de um ano para a prisão e receberei cuidados medicos, eu escrevo de volto a dizer o local exato onde estou. Não é piada", cita a KPIX 5.

O autor terá também dito que, após a fuga, viveu muitos anos em Seattle e que viveu no Dacota do Norte durante oito anos. Terá ainda dito que estava a viver no sul da Califórnia.

Desconhece-se as diligências levadas a cabo pelas autoridades e continua-se sem se saber se aquela pessoa que assina a carta era mesmo um dos fugitivos. Desconhece-se também, cinco anos depois da carta ter chegado ao FBI, se essa pessoa está viva ou morta. As autoridades procuraram impressões digitais e vestígios de ADN na carta e analisaram a caligrafia mas os resultados terão sido inconclusivos.

Para o sistema prisional norte-americano não há razões para acreditar que os três fugitivos escaparam às águas da baía de Saõ Francisco.

Mas esta não é a primeira vez que surgem alegações em como os três fugitivos conseguiram sobreviver.

Em 2015, um documentário do canal História mostrou uma fotografia tirada 13 anos após a fuga, no Brasil, em que alegadamente estão os irmão John e Clarence Anglin.

Atualmente, a estarem vivos, Frank Morris teria 90 anos, John Anglin teria 86 e Clarence Anglin teria 87.

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