França vai passar a ter drones armados, confirma a ministra da Defesa

Segundo a ministra, os exércitos franceses vão ganhar eficácia nas operações e "limitarão o risco de danos colaterais"

A França vai passar a ter drones armados, juntando-se a um clube restrito de países como os Estados Unidos, Israel, o Reino Unido e a Itália, anunciou esta terça-feira a ministra da Defesa francesa, Florence Parly.

"Decidi iniciar o processo de armar os nossos drones de informações e vigilância", declarou a ministra perante militares e deputados na Universidade de verão da Defesa, em Toulon (sudeste de França).

Os Estados Unidos e Israel foram os precursores neste domínio, seguidos do Reino Unido. Na Europa, a Itália obteve em 2015 a autorização dos Estados Unidos para armar os seus drones Reaper - de fabrico norte-americano.

No Médio Oriente, este tipo de equipamento alegadamente também é usado pela Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e o Irão. O Paquistão e a Turquia também os usam, indica um relatório dos senadores franceses Cédric Perrin e Gilbert Roger.

"Na prática esta decisão diz respeito, num primeiro momento, aos drones Reaper que adquirimos aos Estados Unidos. Trata-se de os dotar de armamento teleguiado de precisão", explicou a ministra.

A França possui atualmente seis Reaper - cinco estacionados em Niamey, para operações de vigilância de 'jihadistas' no Sahel, e um em Cognac (sudoeste do país). Nenhum deles está armado.

"A médio prazo, o futuro drone europeu que estamos a estudar em cooperação com a Alemanha, a Itália e Espanha será igualmente dotado de armamento", acrescentou a ministra.

A ministra Parly insistiu que não se trata de "robots assassinos" e que se trata de equipamento que será utilizado de acordo com as mesmas regras de empenhamento que as armas atuais.

"Esta decisão não muda nada as regras de uso da força, face ao direito dos conflitos armados (...) As regras de empenhamento para os drones armados serão estritamente idênticas àquelas que já aplicamos", salientou.

Segundo a ministra, os exércitos franceses vão ganhar eficácia nas operações e "limitarão o risco de danos colaterais".

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