França nega pedido de asilo a Edward Snowden

O ex-consultor da NSA vive na Rússia para evitar ser detido pelas autoridades norte-americanas, depois de ter revelado documentos classificados que detalhavam programas de vigilância governamentais.

O ministro dos negócios estrangeiros francês recusou esta quinta-feira um novo pedido de asilo do ex-agente da Segurança Nacional norte-americana Edward Snowden, considerando "não ser a altura certa" para aceitá-lo.

Snowden vive na Rússia para evitar ser detido pelas autoridades norte-americanas, depois de ter revelado documentos classificados que detalhavam programas de vigilância governamentais.

Esta semana, o ex-agente declarou que fez o novo pedido de asilo à França porque "proteger denunciantes não é um ato hostil".

O ministro dos negócios estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, relatou esta quinta-feira ao canal televisivo CNews que, quando o ex-agente pediu asilo em 2013, o governo francês "considerou que não era a altura certa".

"Não vejo o que terá mudado", acrescentou o analista de sistemas informáticos.

Snowden lançou, na terça-feira, um livro de memórias com o título "Permanent Record". Em Portugal, o livro tem como título Vigilância Massiva, Registo Permanente.

No mesmo dia, os Estados Unidos iniciaram um processo judicial contra o ex-agente, alegando que a publicação do livro é uma violação do acordo de não divulgação, uma vez que o governo norte-americano não teve oportunidade de o rever primeiro.

No livro de memórias, Snowden conta a história da sua vida detalhadamente pela primeira vez e explica porque escolheu arriscar a sua liberdade para se tornar o denunciante mais proeminente dos últimos anos.

Snowden vive na Rússia para evitar ser detido pelas autoridades norte-americanas

É possível perceber como é que Snodwen revelou detalhes secretos de uma coleção de 'emails', chamadas e atividade cibernética feita em nome da segurança nacional.

Desde que foi acusado de espionagem, Snowden vive na Rússia para evitar ser preso.

O departamento de justiça americano alega não querer impedir a distribuição do livro, mas exige que o juiz federal permita que o governo recolha todo o dinheiro feito com o livro.

Pediu asilo a 27 países

A editora também está a ser processada para impedir que qualquer lucro proveniente da venda do livro seja passado a Snowden enquanto o caso está na justiça, declarou o departamento de justiça.

Edward Snowden revelou esta quinta-feira que pediu asilo a 27 países, mas que o vice-presidente da altura, Joe Biden, boicotou os seus esforços com ameaças diplomáticas, forçando-o a ficar Rússia.

O seu livro de memórias foi lançado em 20 países esta semana, incluindo França.

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