França. Comandante da polícia filmado a bater em manifestantes (com vídeo)

Autoridades dizem que o polícia agiu "proporcionalmente à ameaça"

Um comandante da polícia da cidade de Toulon foi filmado a bater em manifestantes, durante os protestos dos coletes amarelos do último sábado.

Bernard Marchal, procurador da República, já veio defender a ação do comandante da polícia, afirmando que o oficial agiu "proporcionalmente à ameaça" face a um "contexto insurrecional antes e depois dos vídeos, no qual era impossível interpelar alguém sem violência". Não foi aberto nenhum processo de averiguações ao comandante, responsável por uma força de 400 agentes, e que foi condecorado com a Legião de Honra a 1 de janeiro último.

No vídeo vê-se o agente policial a esmurrar um homem encostado a uma parede e depois a bater noutros dois homens que envergam coletes amarelos.

Didier Andrieux, o polícia em causa, deu entretanto uma entrevista ao jornal regional nice-matin afirmando que deu um murro na mão do homem para que ele largasse uma garrafa partida que trazia na mão, desferindo-lhe mais dois golpes porque não tinha a certeza de que tivesse largado o objeto. O comandante diz que já conhecia o homem, alegando que se trata de um delinquente reincidente que não nada tem a ver com os coletes amarelos. O procurador disse também que se trata de um conhecido da polícia, nomeadamente por crimes de ofensas e violação.

As imagens estão a ser amplamente divulgadas nas redes sociais pelos coletes amarelos, em resposta a um outro vídeo em que um pugilista agride a polícia a murro, e que tem sido apontado pelas autoridades francesas como o símbolo da violência nas manifestações dos coletes amarelos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, já veio dizer, numa publicação no twitter, que será feita justiça face à extrema violência que atacou a República - os seus guardiões, os seus representantes, os seus símbolos".

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.