Forças iraquianas retomam duas localidades ao sul de Mossul

Estado Islâmico levou entretanto a cabo dois atentados suicidas que fizeram três mortos e 12 feridos, todos civis

As forças iraquianas retomaram duas localidades situadas no sul de Mossul no âmbito das operações hoje lançadas para reconquistar a parte ocidental da cidade, nas mãos do grupo Estado Islâmico (EI), anunciou um comandante.

O general Abdoulamir Yarallah anunciou, em comunicado, a tomada de Athbah e de Al-Lazzagah por unidades das forças de resposta rápida do Ministério do Interior e da polícia.

Estas duas localidades são as últimas antes do aeroporto de Mossul, ainda controlado pelo EI. O grupo terrorista levou, entretanto, a cabo dois atentados suicidas no leste de Mossul, dos quais resultaram três mortos e 12 feridos, todos civis.

O primeiro atentado ocorreu perto de um restaurante no bairro de Al Zuhur e resultou em, pelo menos, um civil morto e outros sete feridos, disse o porta-voz da polícia da província de Nínive, cuja capital é Mossul, Mazen al Ahmadi, à agência EFE.

O segundo, perto de um mercado no bairro de Nabi Yunis, causou a morte de dois civis, enquanto outras cinco pessoas ficaram feridas, algumas das quais em estado grave.

O aeroporto, atualmente desativado, e a base militar adjacente, estão situados na periferia sul de Mossul, junto à margem leste do rio Tigre, que atravessa a cidade.

A situação não evoluiu nas últimas semanas na frente sul, onde as forças iraquianas envolvidas esperavam a conclusão das operações de reconquista de Mossul-leste, retomada aos islamitas em janeiro.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou hoje o lançamento de operações militares para recuperar a parte ocidental da cidade de Mosul controlada pelo grupo radical Estado Islâmico.

O exército iraquiano e as forças curdas lançaram no passado dia 17 de outubro uma ofensiva para libertar Mosul, controlada pelos 'jihadistas' desde junho de 2014, e conseguiram o controlo da parte leste da cidade em janeiro, após semanas de combates intensos.

O primeiro-ministro iraquiano tinha inicialmente prometido que Mossul seria retomada até ao final de 2016, mas recentemente referiu-se a um prazo de mais três meses.

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