Chelsea Manning dá "primeiros passos em liberdade"

Soldado escreveu no Twitter pela primeira vez depois de ser libertada da prisão

A soldado Chelsea Manning afirmou hoje sentir incertezas relativamente ao futuro, depois de ter cumprido sete dos 35 anos de prisão a que foi condenada por ter revelado milhares de documentos diplomáticos e militares norte-americanos à Wikileaks.

"O que quer que aconteça... é bem mais importante do que o passado", disse num comunicado hoje divulgado, citado pela agência Associated Press (AP) e no qual afirma também estar a "tentar perceber as coisas agora".

O comunicado foi divulgado algumas horas depois de Chelsea Manning ter sido libertada da prisão prisional militar de Fort Leavenworth, no estado norte-americano do Kansas.

Minutos depois, a soldado partilhou na rede social Twitter uma fotografia dos seus pés com uns ténis calçados acompanhada da frase: "primeiros passos em liberdade!!".

A maior parte dos 35 anos que lhe faltava cumprir foi comutada pelo presidente Barack Obama perto do final do mandato.

Chelsea Manning, de 29 anos, nasceu Bradley Manning e, já em pleno processo judicial, afirmou que desde criança se sentia feminina e queria viver como mulher, com o nome Chelsea.

Manning foi condenada por 20 delitos, entre os quais espionagem, mas foi absolvida da acusação mais grave, de "ajuda ao inimigo".

A soldado justificou a decisão de enviar centenas de milhares de documentos classificados para a organização fundada por Julien Assange para suscitar um debate público sobre o papel militar e diplomático dos Estados Unidos.

Mais tarde, contudo, pediu desculpa por "prejudicar os EUA", afirmando ter acreditado erradamente que podia "mudar o mundo para melhor".

Manning acedeu à informação classificada quando estava destacada no Iraque como analista de informações do exército norte-americano.

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