Falso médico francês que matou a família foi libertado 26 anos depois

Jean-Claude Romand disse durante anos à família e amigos que trabalhava na ONU. Quando estes ameaçaram expô-lo, matou-os.

Jean-Claude Romand, 65 anos, saiu em liberdade depois de 26 anos de prisão por ter matado os pais, a mulher e os filhos, segundo o jornal francês Le Monde.

Durante 18 anos, o francês fez-se passar por médico. Dizia ter estudado medicina e ser investigador da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, quando na verdade passava o seu tempo na fronteira entre a França e a Suíça. À família, à mulher e aos dois filhos, dizia que estava no estrangeiro em trabalho e trazia presentes para o 'confirmar'.

Para se sustentar, vendeu um apartamento que os seus pais lhe tinham comprado em Lyon e depois pediu dinheiro a amigos e familiares que dizia ser aplicado em investimentos a que tinha acesso por ser funcionário da ONU. A desconfiança surgiu em 1992, quando um amigo percebeu que o seu nome não constava na lista de trabalhadores da organização. Quando a família descobriu e ameaçou expor o esquema, em 1993, incendiou a casa onde viviam.

A sua história está contada no livro "O Adversário", publicado em 2000, baseado nas cartas que trocava da prisão com o autor Emmanuel Carrère. E dois anos depois foi adaptada ao cinema.

O falso médico da OMS, agora com 65 anos, vai mudar-se agora para a Abadia de Fontgombault, entre Poitiers e Chateauroux, um edifício imponente do século XI que abriga 60 monges beneditinos da congregação de São Pedro de Solesmes e acolhe pessoas que desejam passar um retiro espiritual.

Jean-Claude Romand terá que usar uma pulseira eletrónica na abadia. Ficará em liberdade condicional sob vigilância eletrónica por um período de dois anos.

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