Feridos e detidos em novos confrontos entre polícia e manifestantes em Hamburgo

Violência continua a ocorrer na cidade alemã onde se realiza o G20

Pelo menos onze pessoas ficaram esta sexta-feira feridas com gravidade na sequência de novos confrontos entre a polícia de Hamburgo e manifestantes antiglobalização, que aproveitaram a cimeira do G20, a decorrer naquela cidade, para organizar uma vaga de protestos.

O Departamento de Bombeiros de Hamburgo revelou que 11 manifestantes ficaram feridos com gravidade, e foram transportados para um hospital, após terem caído de um muro durante confrontos com a polícia.

Alguns dos manifestantes caíram de uma altura de quatro metros, tendo ficado em mau estado, anunciaram os bombeiros.

Cerca de uma dúzia de ambulâncias e 65 bombeiros foram chamados ao local. À medida que os bombeiros chegavam ao local, indicou o departamento, mais e mais ativistas se aproximaram dos veículos para receber tratamento.

O Departamento de Bombeiros de Hamburgo informou que tratou 26 pessoas e transportou 14 para o hospital. Onze destas 14 estavam feridas com gravidade.

Desde quinta-feira que a polícia e os manifestantes têm estado envolvidos em confrontos. Milhares de ativistas têm chegado a Hamburgo para protestar contra a globalização, aproveitando a realização da cimeira do G20.

Já a polícia de Hamburgo disse que alguns manifestantes mais violentos forçaram a entrada numa estação de comboios que estava fechada, dobrando os portões de ferro das instalações.

A polícia informou pela rede social Twitter que estacionou um veículo com um canhão de água nas imediações da entrada da estação de Landungsbruecke.

As autoridades policiais da cidade também informaram ter detido 22 ativistas da Greenpeace que tentaram atravessar a nado o rio Elba para entrar na zona restrita onde decorre a cimeira de líderes do G20 (as economias mais desenvolvidas e as potências emergentes).

A violência entre os manifestantes e a polícia escalou novamente na tarde de hoje, com a polícia de choque a perseguir ativistas pelas ruas, pelos edifícios e mesmo áreas de parque, e estacionando canhões de água em várias áreas estratégicas da cidade.

A polícia criticou os manifestantes por estes terem atirado pedras da calçada e pedaços de metal contra os seus agentes.

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