FBI recebe ajuda para desbloquear telemóvel de terrorista. Apple quer saber quem é

FBI tenta contornar o braço de ferro com a Apple que tem recusado desbloquear o telemóvel de um dos terroristas do ataque em San Bernardino

O Departamento de Justiça dos EUA pediu o adiamento da audiência em tribunal no caso contra a Apple, que se recusa a desbloquear um telemóvel que pertenceu a um dos terroristas do ataque em San Bernardino. O equipamento está na posse do FBI que terá recebido uma ajuda de terceiros para aceder aos dados do telemóvel. A Apple quer agora saber quem é e o que vai fazer.

O juiz suspendeu também a moção apresentada para obrigar a Apple a desbloquear o telemóvel, segundo os site Engadget. Ao terem conhecimento da razão do pedido de adiamento e da suspensão, os advogados da Apple anunciaram que vão insistir em falar com quem vai ajudar o FBI, para terem conhecimento sobre a vulnerabilidade que será explorada para aceder ao telemóvel. Os advogados salientaram ainda que o Departamento de Justiça já não poderá argumentar que a Apple é a única que poderá ultrapassar a segurança do equipamento em causa.

Há cerca de um mês, o presidente executivo da Apple, Tim Cook, revelou que a empresa não iria obedecer à ordem judicial para auxiliar o FBI para aceder aos dados no iPhone de Syed Rizwan Farook. O homem de 28 anos e a mulher, de 29, foram os autores de um tiroteio que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia. Ambos eram seguidores do grupo Estado Islâmico.

Tim Cook considerou que a situação abriria um precedente perigoso. "O governo está a pedir à Apple para piratear os nossos próprios utilizadores e minar décadas de avanços de segurança para proteger os nossos clientes - incluindo dezenas de milhares de cidadãos americanos - de 'hackers' sofisticados e cibercriminosos. Não encontramos precedente de uma empresa americana ser forçada a expor os seus clientes a um risco maior de ataque", afirmou.

Edward Snowden, Mark Zuckerberg (criador do Facebook) e o conselheiro delegado da Google foram três das pessoas que apoiaram publicamente a decisão da Apple. Já Bill Gates, o magnata da Microsoft, considerou que se trata de um caso específico e que, por isso, a Apple deveria ajudar o FBI.

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