Faure Gnassingbé é reeleito presidente do Togo e rival denuncia fraude

Gnassingbé, que chegou ao poder em 2005 após a morte de seu pai, o general Gnassigbé Eyadéma, que governou o Togo por 38 anos, foi reeleito em eleições muito contestadas pela oposição.

O presidente togolês, Faure Gnassingbé, foi reeleito na noite de domingo para um quarto mandato com 72,36% dos votos, muito à frente do candidato da oposição Agbéyomé Kodjo, que fala em fraude eleitoral e também reivindica vitória.

De acordo com os resultados da Comissão Eleitoral Nacional Independente, o chefe de Estado cessante venceu na primeira volta, com maioria absoluta. O seu principal rival, Agbéyomé Kodjo, obteve apenas 18,37%, enquanto o terceiro candidato, Jean-Pierre Fabre, recolheu 4,35% dos votos.

Um total de sete candidatos disputavam a votação.

A taxa de participação foi de 76,63%, muito superior à de 2015 (60,99%). É a primeira vez que os resultados são anunciados tão rapidamente no Togo, pouco mais de 24 horas após a votação presidencial, realizada no sábado, num ambiente calmo.

Gnassingbé, que chegou ao poder em 2005 após a morte de seu pai, o general Gnassigbé Eyadéma, que governou o Togo por 38 anos, foi reeleito em eleições muito contestadas pela oposição.

Poucas horas antes do anúncio dos resultados oficiais, Agbéyomé Kodjo, ex-primeiro ministro e presidente da Assembleia Nacional, proclamou-se "presidente democraticamente eleito".

"Tendo em contados resultados que compilamos através da ata à nossa disposição, nosso candidato venceu a eleição presidencial (...) na primeira volta, com uma pontuação que varia entre 57 e 61%", afirmou aos jornalistas a partir de sua casa em Lomé.

"Sou o presidente democraticamente eleito e prometo formar um governo inclusivo nos próximos dias", acrescentou, convidando o chefe de Estado cessante a "um sobressalto patriótico para uma transferência pacífica de poder".

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