Falharam negociações para formar novo governo na Islândia

O Presidente da Islândia admite que poderá ser necessário realizar novas legislativas

O Presidente da Islândia, Gudni Johannesson, anunciou esta sexta-feira que as mais recentes tentativas para formar um novo governo falharam, após a líder do maior partido de centro-esquerda daquele país ter admitido o fracasso das conversações.

A líder do Movimento da Esquerda Verde, Katrin Jakobsdottir, informou o chefe de Estado islandês de que não tinha conseguido chegar a um acordo para uma coligação governativa com as outras forças partidárias.

As anteriores negociações lideradas pelo partido com maior representação no Parlamento e vencedor das eleições gerais de outubro passado, o Partido da Independência (centro-direita), também já tinham falhado.

Em declarações aos jornalistas, Gudni Johannesson disse esta sexta-feira que não irá convidar qualquer outro líder político para iniciar uma terceira ronda de negociações.

O chefe de Estado islandês referiu que os legisladores do Parlamento deverão agora encontrar uma maneira para formar governo.

Se esta possibilidade falhar, a Islândia deverá realizar novas eleições legislativas, as segundas este ano.

A Islândia realizou eleições legislativas no passado dia 29 de outubro, na sequência da demissão do antigo primeiro-ministro Sigurdur Ingi Johannsson (do Partido Progressista), apanhado pela forte contestação pública por envolvimento no escândalo dos Papéis do Panamá (evasão fiscal em paraísos fiscais).

Nas eleições, nenhum dos partidos conseguiu a maioria dos 63 deputados eleitos para o Parlamento islandês, conhecido como Althingi.

O Partido da Independência e o Partido Progressista (centro-direita) conseguiram, em conjunto, 29 assentos, menos nove do que na anterior legislatura.

Já o Partido Pirata (força anti-sistema) e os seus aliados da ala esquerda ganharam peso no Parlamento, contabilizando, em conjunto, 27 deputados.

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