Exército francês considera o Pokémon Go uma ameaça e contra-ataca

O ministério da defesa proibiu os militares de jogar e pediu mais medidas para que o jogo não ponha em causa a segurança do país

O ministro da Defesa francês escreveu uma nota interna para o exército em que fala sobre as ameaças que o jogo Pokémon Go representa para as forças armadas do país e pediu que sejam feitos mapas com a localização dos Pokémon para "avaliar o nível de ameaça".

As "criaturas virtuais" têm colocado várias vidas em perigo ao deixarem os jogadores "absorvidos e ausentes do mundo real", como se lê no comunicado do ministério e, por isso, os militares estão completamente proibidos de jogar Pokémon Go, segundo o El País.

Após várias notícias sobre jogadores que distraidamente entravam em locais perigosos, incluindo instalações do exército, a Direção de Proteção de Instalações de Defesa pede também que não apareçam monstrinhos em zonas de alta segurança. Isto inclui instalações do exército e as áreas ao redor visto que neste momento até em "ministérios e zonas altamente sensíveis" eles aparecem, diz o comunicado.

Em nome da segurança, e também para impedir que estranhos enviem fotografias ou coordenadas dos pontos-chave da defesa francesa, o exército francês pede também que seja comunicada à direção de proteção qualquer avistamento das "criaturas virtuais" no interior dos recintos.

O Pokémon Go tem causado alguma polémica porque os monstrinhos podem aparecer em qualquer lado. Na Califórnia apareceu um pokémon num centro de reabilitação para predadores sexuais, e o jogo foi criticado recentemente por ter colocado pokémons nos memorias das vítimas de Hiroshima e do Holocausto.

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