Exército e polícia recebidos a tiro na favela da Rocinha

Mais de mil militares entraram no bairro de lata do Rio de Janeiro. Pelo menos oito pessoas foram detidas

Mais de mil efetivos do Exército e da polícia foram sábado recebidos a tiro quando iniciavam uma operação na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro, no Brasil, segundo fontes oficiais.

Pelo menos oito pessoas foram detidas durante a operação que começou na madrugada de hoje, acompanhada pelo general Walter Braga Netto, responsável pela segurança pública do estado do Rio de Janeiro, e na qual os operacionais tiveram o apoio de carros blindados e helicópteros.

Desde o início da intervenção no Rio de Janeiro que está em vigor desde fevereiro, esta é a primeira vez que as Forças Armadas são mobilizadas para intervir na Rocinha, considerada um dos bairros de lata mais violentos da cidade e onde os tiroteios e confrontos entre grupos de criminosos aumentaram desde 2017.

Na intervenção decretada pelo Governo devido à onda de violência que afeta o Rio de Janeiro, foi atribuído ao Exército o controlo da ordem pública em todo o estado.

As forças de segurança do Gabinete de Intervenção Federal também estiveram nas favelas Vidigal, Chácara do Céu e Parque da Cidade, na zona sul do Rio de Janeiro.

Na madrugada de hoje, militares e polícias entraram nas favelas para cumprir ordens de prisão, derrubar barricadas colocadas por grupos de traficantes de droga e realizar ações de controlo.

No ano passado, a favela da Rocinha foi palco de uma guerra entre grupos criminosos que levaram a intervenções das Forças Armadas e a um reforço permanente dos agentes especiais da Polícia.

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