Ex-diretor de campanha de Trump acusado de tentar influenciar testemunhas

O procurador especial, que investiga as alegadas ligações da Rússia à campanha do presidente norte-americano, pediu ao juiz para rever a decisão de o manter em prisão domiciliária enquanto aguarda o julgamento.

O antigo diretor de campanha do presidente norte-americano, Paul Manafort, foi acusado de tentar influenciar testemunhas pelo procurador especial Robert Mueller, que investiga as alegadas ligações da campanha de Donald Trump à Rússia.

Num documento entregue a tribunal na segunda-feira, os procuradores que trabalham com Mueller escreveram que Manafort e um dos seus sócios "repetidamente" contactaram duas testemunhas numa tentativa de influenciar o seu testemunho e "esconder provas". A ideia era que mentissem sobre a natureza do trabalho de lóbi e de relações públicas que fizeram em nome de Manafort em benefício da Ucrânia.

Os procuradores pedem ao juiz para revogar ou rever a ordem de libertação de Manafort, que aguarda o julgamento em prisão domiciliária depois de ter sido detido em outubro.

Estas acusações não estão relacionadas com a campanha de Trump ou a alegada interferência por parte da Rússia. Estão relacionadas com as acusações, em Washington, de conspiração para lavagem dinheiro, de falso testemunho e de atuar como um agente estrangeiro não registado em nome de interesses ucranianos. O julgamento deverá começar a 17 de setembro.

Manafort também é acusado de fraude bancária e evasão fiscal, mas na Virgínia. O ex-diretor de campanha de Trump declara-se inocente de todas as acusações e denuncia uma "caça às bruxas".

Os contactos com as testemunhas, dois membros do chamado "grupo Habsburgo", com o qual trabalhou para promover os interesses da Ucrânia, ocorreram em fevereiro. Manafort e um dos seus sócios (que não é identificado) terão enviado mensagens encriptadas, quando o ex-diretor de campanha de Trump estava sob fiança. pouco depois de um júri especial ter feito uma nova acusação contra Manafort e numa altura em que ele estava em prisão domiciliária.

Esta não é a primeira vez que a equipa de Mueller acusa Manafort de violar uma ordem do juiz neste caso. No final do ano passado, agentes federais descobriram que Manafort estava a tentar publicar com outro nome um artigo de opinião na Ucrânia, apesar de estar proibido de falar sobre o caso.

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