Alemanha critica sanções dos EUA à Rússia por prejudicarem empresas europeias

Sanções prejudicam grupos empresariais de vários países europeus

A Europa "não vai aceitar" que as sanções aprovadas pelo senado dos Estados Unidos contra a Rússia, Irão e Coreia do Norte afetem empresas europeias, disse o chefe da diplomacia alemã.

"Nós não vamos aceitar de forma alguma a aplicação extraterritorial das sanções dos EUA contra empresas europeias", disse o ministério dos negócios estrangeiros alemão num comunicado difundido hoje ao princípio da tarde e citado pela AFP.

"O Presidente [norte-americano, Donald Trump] sabe, o Departamento do Estado sabe, e o Governo dos Estados Unidos também sabe" que a Europa não vai aceitar que as empresas que estão a construir o gasoduto entre a Alemanha e a Ucrânia sejam prejudicadas.

O senado norte-americano aprovou na quinta-feita sanções para punir a Rússia pela sua alegada interferência na eleição presidencial de novembro passado, ficando agora nas mãos do Presidente aprovar o diploma e passá-lo a lei.

O texto aprovado, que também inclui medidas contra o Irão e a Coreia do Norte, foi criticado por Moscovo, mas também por Bruxelas, porque pode afetar as empresas europeias e os fornecimentos de gás russo, a longo prazo.

No centro das preocupações está o projeto Nord Stream, um gasoduto que liga a Rússia à Alemanha através do mar Báltico, desenvolvido pela russa Gazprom e cinco grupos europeus: Engie (França), Uniper e Wintershall (Alemanha), OMV (Áustria) e a anglo-holandesa Shell.

Todas estas empresas podem ser prejudicadas por estarem a trabalhar em oleodutos ou gasodutos russos, ficando limitadas no acesso a bancos americano perdendo acesso a concursos públicos nos Estados Unidos.

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