EUA dizem que reivindicação russa da morte de 'jihadista' "é uma piada"

Estados Unidos reclamam para a coligação anti-'jihadista' que lideram a autoria da morte de Abu Mohamed al-Adnani

Responsáveis da Defesa dos EUA afirmaram hoje que a reivindicação pela Rússia da morte do porta-voz do grupo 'jihadista' Estado Islâmico, Abu Mohamed al-Adnani, "é uma piada" e que o ataque foi feito com um 'drone' Predator.

O Ministério da Defesa russo anunciou hoje que um avião militar Su-34 matou "até 40" combatentes do grupo 'jihadista', incluindo al-Adnani, num ataque perto da aldeia de Um Hosh, na província de Aleppo, na terça-feira.

"Isso é uma piada", disse um responsável da Defesa dos Estados Unidos à AFP sob condição de anonimato.

"Teria graça não fosse a natureza da campanha que os russos lançaram na Síria", acrescentou.

Os Estados Unidos anunciaram que al-Adnani, por cuja captura havia uma recompensa de 5 milhões de dólares (4,48 milhões de euros), foi alvo de um ataque da coligação anti-'jihadista' na província de Aleppo na terça-feira.

O Pentágono é normalmente cauteloso na confirmação da morte dos alvos de ataques, devido a vários episódios em que pessoas cuja morte foi anunciada surgiram vivas mais tarde.

Outro responsável norte-americano, citado pela agência também sob condição de anonimato, informou que o ataque foi perpetrado por um avião não-tripulado ('drone') que lançou um míssil 'Hellfire' contra um automóvel em que supostamente seguia al-Adnani.

O ataque, ordenado pelo Departamento de Defesa, foi conduzido com o apoio de forças especiais norte-americanas e da Agência Central de Informações (CIA), segundo este responsável.

A morte de al-Adnani foi anunciada na terça-feira pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

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