EUA. Bebé retirado à força a grávida assassinada acabou por morrer

Em abril, uma jovem foi assassinada quando estava no final da gravidez em Chicago. O bebé foi retirado à força pelas mulheres suspeitas de terem assassinado a mãe. O pequeno Yovanny Jadiel Lopez não resistiu às graves sequelas cerebrais e morreu esta sexta-feira.

Yovanny Jadiel Lopez estava nos cuidados intensivos desde que a mãe foi brutalmente assassinada em abril. Acabou por não resistir às graves lesões cerebrais e morreu esta sexta-feira, informou um porta-voz da família. Marlen Ochoa-Lopez, de 19 anos, estava no final da gravidez quando foi estrangulada e o bebé retirado à força do seu ventre por duas mulheres, as alegadas assassinas.

"É com grande tristeza que informamos sobre o falecimento do bebé Yovanny Jadiel Lopez", disse Julie Contreras, em comunicado. A gravidade das lesões cerebrais do bebé foram fatais. O advogado da família exige justiça pela morte da mãe e, agora, do filho. " O bebé não morreu apenas, o bebé foi assassinado e exigimos justiça", disse Frank Avila, citado pela estação de televisão ABC.

De acordo com o advogado, as lesões cerebrais do bebé "foram causadas" pelo facto de a mãe sido estrangulada. "Isto foi um assassinato e as acusações de homicídio devem ser feitas", exigiu Ávila.

Três pessoas foram acusadas pela morte de Marlen Ochoa Lopez. Os procuradores revelaram que uma mulher, Clarisa Figueroa, de 46 anos, atraiu a grávida até à sua casa com a promessa de lhe dar roupas de bebé.

Grávida, desempregada e mãe de um rapaz de 3 anos, Marlen Ochoa Lopez desapareceu depois de ter entrado em contacto com um grupo do Facebook. Foi vista pela última vez a 23 de abril. No grupo da rede social, uma mulher terá dito a Ochoa Lopez que tinha roupas de bebé e outros artigos para lhe dar. Segundo a polícia, Clarisa Figueroa, conseguiu atrair a jovem grávida até à sua casa, onde terá sido cometido o crime.

Três suspeitos detidos

As autoridades, família e amigos continuavam à procura de Marlen Ochoa Lopez, sem saber que a jovem mãe tinha sido assassinada por estrangulamento e que o bebé lhe tinha sido retirado à força do seu ventre, com recurso a uma faca. No dia do crime, Figueroa chamou os serviços de emergência médica à sua casa, alegando que o seu bebé recém-nascido não estava a respirar.

Quando uma amiga de Marlen falou à polícia do grupo de Facebook, o rumo da investigação mudou. As autoridades foram a casa de Figueroa e falaram com a filha desta. A história contada não convenceu os agentes e foram realizados testes de ADN ao bebé, que revelaram que a sua mãe era Ochoa Lopez. O corpo da jovem foi encontrado num caixote de lixo, atrás da casa da alegada assassina, juntamente com o cabo usado para a estrangular. Esteve quase três semanas desaparecida.

De acordo com a CNN, a filha de Clarisa confessou aos investigadores que ajudou a mãe a matar a jovem grávida. A polícia acredita que Figueroa queria ficar com o bebé, depois da morte do seu filho, de 20 anos, em 2018.

Clarisa Figueroa e filha, Desiree, foram acusadas de homicídio. Piotr Bobak, companheiro de Clarisa, foi o terceiro detido neste caso. Está a ser acusado de esconder um homicídio. Os três suspeitos começam a ser julgados a 26 de junho. Podem agora enfrentar novas acusações com a morte do pequeno Yovanny Jadiel Lopez.

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