Estado Islâmico reivindica ataque em castelo de Karak, na Jordânia

Os jihadistas atacaram polícias e sequestraram turistas. Morreram 10 pessoas

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque perpetrado no domingo na cidade turística jordana de Karak que causou dez mortos, incluindo membros das forças de segurança e turistas, segundo um comunicado divulgado hoje na Internet.

"Quatro soldados do califado -- mortos -- munidos com armas automáticas e granadas atacaram unidades da segurança da Jordânia e cidadãos de Estados da coligação cruzada na cidade de Karak na Jordânia", referiu o texto do grupo extremista, numa referência à coligação internacional que luta contra o EI na Síria e no Iraque.

O ataque em Karak, a cerca de 120 quilómetros a sul de Amã, fez 10 mortos: sete polícias, dois civis jordanos e uma turista canadiana. O atentado, que visou uma esquadra da polícia e uma patrulha policial, fez igualmente 30 feridos.

Após uma troca de tiros de várias horas, os quatro atacantes foram abatidos a tiro pelas forças de segurança na cidadela de Karak, um castelo construído pelos Templários na Idade Média e um conhecido ponto turístico na Jordânia, onde os extremistas estavam barricados.

Uma fonte dos serviços de segurança indicou, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, que os atacantes eram "cidadãos jordanos membros de uma célula terrorista" e "suspeitos de terem ligações ao Daesh [acrónimo árabe do grupo 'jihadista' EI]".

A mesma fonte referiu que "uma grande quantidade de explosivos, cintos de explosivos e de armas automáticas foram apreendidos" numa casa onde os quatro extremistas estavam a preparar a operação.

Dada a quantidade de explosivos e de armas apreendidas no local, o ministro do Interior jordano admitiu que os extremistas estariam a planear ataques de grande dimensão.

A Jordânia é membro da coligação internacional que combate o EI na Síria e no Iraque desde 2014, bem como acolhe no seu território tropas dessa mesma coligação.

Quatro ataques "terroristas" atingiram este ano a Jordânia, incluindo um atentado suicida em junho passado reivindicado pelo EI que matou sete elementos da guarda fronteiriça jordana junto da fronteira com a Síria.

Os 'jihadistas' do EI, combatentes que iniciaram em junho de 2014 uma grande ofensiva e que se assumem como participantes numa 'guerra santa', proclamaram um "califado" nos territórios que controlam na Síria e no Iraque.

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