Estado Islâmico reivindica atentado que matou pelo menos 25 pessoas

O vice-presidente do senado ficou ferido na "enorme" explosão

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado bombista suicida que hoje matou pelo menos 25 pessoas ao atingir uma coluna de veículos onde seguia o vice-presidente do Senado paquistanês na província do Baluchistão.

A reivindicação foi publicada na agência de notícias Aaamaq, próxima do grupo 'jihadista', horas depois do atentado.

De acordo com a polícia e testemunhas, o vice-presidente do senado, Maulana Abdul Ghafoor Haideri, ficou ferido na "enorme" explosão, que segundo a polícia também provocou cerca de 30 feridos.

A coluna de veículos encontrava-se no distrito de Mastung, a cerca de uma hora por estrada da capital provincial Quetta, no sudoeste do país.

"Estou vivo, Alá salvou a minha vida", disse Haideri em declarações à televisão. "Foi uma explosão súbita, fui atingido por estilhaços do para-brisas. O motorista e outras pessoas que estavam perto de mim ficaram gravemente feridas", acrescentou.

O Paquistão tem registado frequentes ataques de grupos islâmicos radicais contra minorias religiosas ou representantes do aparelho de Estado, desde políticos a membros do sistema judicial.

O último ataque ocorreu em finais de abril, quando dez membros da comunidade xiita morreram e 13 ficaram feridos num atentado bombista no noroeste do país.

Islamabad desencadeou uma vasta operação militar por todo o país designada Radd-ul-Fasaad ("Eliminação da discórdia") na sequência de uma série de atentados em fevereiro que provocaram cerca de 130 mortos.

A ofensiva é o prosseguimento da operação Zarb-e-Azb, iniciada nas zonas tribais em junho de 2014 e com o exército a reivindicar a morte de 3.500 insurgentes, um número que não foi confirmado por fontes independentes.

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