Emirados vão prender quem mostrar simpatia com Qatar nas redes sociais

Condenações podem ir entre três a 15 anos de prisão, segundo justiça dos Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) ameaçaram com possíveis condenações de entre três e 15 anos de prisão quem mostrar nas redes sociais simpatia com o Qatar, país com que Abu Dabi rompeu relações diplomáticas, informaram hoje meios locais.

O Procurador-Geral do emirado, Hamad Seif al Shamsi, anunciou que qualquer cidadão que mostre simpatia para com o Qatar, seja por meio de expressão oral ou escrita, incorre num delito, de acordo com um comunicado publicado hoje por vários meios de comunicação social dos EAU.

A punição prevê penas de prisão de entre três e 15 anos e uma multa de, pelo menos, 500 mil dirhans (120 mil euros), ao abrigo de uma lei de delitos informáticos.

As novas medidas, de acordo com o procurador, são uma resposta ao Governo do Qatar "pelas suas políticas hostis e irresponsáveis contra o Estado, para além de outros países irmãos árabes e do Golfo".

Com estas medidas, os EAU pretendem "preservar a segurança nacional do país, os seus interesses superiores e os do seu povo", acrescenta.

Também a Arábia Saudita pode aplicar uma lei semelhante contra delitos informáticos que questionem o Governo saudita ou que apoiem o Qatar, disse um advogado saudita, Mushrif al Jashrami, de acordo com a edição online do diário saudita Okaz.

A condenação por este tipo de delitos é de até cinco anos de prisão e de multa, que pode ascender a três milhões de riais sauditas (709.669 euros).

Essa é a pena que se aplica a quem cometer um delito informático que "prejudique o sistema geral ou os valores religiosos, a moral pública ou a vida privada através da internet", segundo o advogado.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein anunciaram na passada segunda-feira o corte de relações diplomáticas com o Qatar e decretaram o encerramento das fronteiras terrestres e do espaço aéreo e marítimo aos meios de transporte daquele pequeno país do Golfo.

Também os embaixadores de países como as Maldivas ou a Mauritânia abandonaram o Qatar, assim como as representações de países apoiados pela Arábia Saudita nos conflitos do Iémen e da Líbia cortaram relações com Doha, justificando a decisão pelo alegado apoio do Qatar a "organizações terroristas" como os Irmãos Muçulmanos, o Estado Islâmico e a Al Qaeda.

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