E se Kim Jong-un e Donald Trump se encontrassem?

Abraços e até beijinhos trocados em público apanharam todos de surpresa. Há quem diga que os dois líderes acabarão por conversar, mas por agora só os sósias o fizeram

E se, de repente, se cruzasse na rua com Kim Jong-un e Donald Trump? E se estes estivessem a trocar abraços e até a simular beijinhos? Estanharia, ficaria a olhar e, depois, ao perceber que se tratavam apenas de dois sósias dos líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos, acabaria por dar uma boa gargalhada. Foi isso que aconteceu esta manhã em Hong Kong.

Frente ao consulado geral norte-americano, a presença dos sósias de Kim Jong-un e Donald Trump chamou a atenção de quem passava. "Morre, América. Morre", gritava o sósia do líder da Coreia do Norte, um australiano nascido e residente em Hong Kong que apenas se identifica como Howard e que já tinha feito sensação no Brasil, quando surgiu em vários eventos dos Jogos Olímpicos do ano passado.

O músico norte-americano Dennis Alan, no papel de Trump, ouviu os insultos e manteve a postura. O outro, de uniforme negro vestido, elogiou o recém-empossado líder do mundo livre e defendeu que as duas nações poderão finalmente ser aliadas, visto agora ambas serem lideradas por "ditadores".

"Acho que ele é um grande líder e é muito parecido comigo, um ditador", afirmou o sósia de Kim Jong-un. "Acho que, com isso em mente, ele vai transformar os Estados Unidos numa Coreia do Norte 2. Por isso, vamos ser amigos", acrescentou, perante o sócia de Trump, um homem que demora cerca de hora e meia a duas horas a caracterizar-se.

A aparição pública destes dois imitadores acontece no mesmo dia em que um desertor norte-coreano deu uma conferência de imprensa em que defende Kim Jong-un quer falar com o novo presidente dos Estados Unidos. Thae Yong Ho, ex-vice-embaixador da Coreia do Norte em Londres, que desertou em agosto do ano passado para a Coreia do Sul, afirmou que ainda teve esperança no líder norte-coreano, mas que rapidamente entrou em desespero com a purga que levou a cabo sem razões.

"Temos que atirar gasolina sobre a Coreia do Norte e deixar que o povo norte-coreano acenda o fogo", defendeu, citado pela Reuters.

Numa entrevista à CNN, o mesmo desertor considera que a eleição de Trump representa para Kim Jong-un "uma boa oportunidade para dar início a um novo compromisso com a administração norte-americana". No entanto, Thae Yong Ho realça que um eventual diálogo teria sempre de ser segundo os termos de Kim Jong Un e lembra a mensagem de ano novo deste.

O líder da Coreia do Norte afirmou então que o país estava perto de testar o lançamento de um míssil balístico intercontinental, com capacidade para atingir território americano.

Em reação, os Estados Unidos avisaram Pyongyang para não entrar em "ações provocatórias".

Num comunicado que a agência de informação AP diz ter sido escrito de forma muito cuidadosa, os Estados Unidos defendem que "todos os Estados" devem mostrar que quaisquer ações ilegais terão "consequências".

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